Quais os desafios do transporte rodoviário de carga no Brasil?

transporte rodoviário de carga

O transporte rodoviário de cargas ainda é o modal mais utilizado no deslocamento de mercadorias. Atualmente, o Brasil possui uma malha de 1,7 milhão de quilômetros, grande parte deles ainda não pavimentada. Entretanto, a falta de investimento em infraestrutura e manutenção das estradas é apenas um dos desafios da gestão logística no século 21. Junto a isso, existem outros problemas. Entre os principais estão a pressão pela redução de custos, a falta de carga de retorno e a dificuldade em manter o caixa operando no azul.

Bom, se você trabalha no setor de transporte rodoviário de cargas, sabe que as adversidades são muitas! Neste artigo, trouxemos um panorama com os principais desafios desse segmento. Continue a leitura.

Os 4 principais desafios do transporte rodoviário de cargas

Gerir o transporte rodoviário de cargas é, de fato, uma tarefa complexa. Afinal, várias pontas do processo se encontram no trabalho das transportadoras, como embarcador, TAC e cliente final. Cada uma dessas partes tem uma necessidade que precisa ser atendida e conciliá-las é fundamental para o sucesso do negócio. Abaixo, você confere os principais desafios do setor de TRC.

1. Redução de custos

Não existe um único segmento que ignore estas duas palavras: redução de custos. Mas, no transporte rodoviário de cargas, isso tem um peso ainda maior se considerarmos outro problema que assola o setor há alguns anos. Estamos falando da defasagem do frete que, no primeiro semestre de 2019, alcançou a marca de 16%.

A Pesquisa sobre Mercado de Transporte Rodoviário de Carga no 1° Semestre de 2019 da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), divulgada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), mostrou, ainda, outros dados importantes ― e preocupantes para o setor de TRC. Um dos mais alarmantes é, também, frequentemente apontado como sendo o principal desafio, como você confere abaixo.

2. Fluxo de caixa

De acordo com o levantamento citado, 54,1% das empresas pesquisadas tinham fretes em atraso para receber. Ainda segundo a pesquisa, o tempo médio para recebimento é em torno de 26 dias. Quem atua no segmento sabe que existem diversos custos envolvidos no transporte de cargas por parte das transportadoras. Então, não ter essa segurança financeira ou um caixa que possibilite lidar com as despesas imediatas, comprometerá os resultados a longo prazo.

Acontece que essa dificuldade em manter um fluxo de caixa saudável não atrapalha apenas o planejamento do transporte rodoviário de cargas. Impede, também, que muitas ações sejam implementadas. Um bom exemplo é em relação à adoção de tecnologias, especialmente, no que diz respeito ao monitoramento de cargas. Sem investir em inovações, como um sistema TMS, a empresa fica ainda mais suscetível a esse problema.

3. Roubo e avaria de carga

Em 2019, o roubo de cargas representou um prejuízo de R$ 1,5 bilhão em 2019, de acordo com o Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo (Setecesp). É verdade que esse número vem reduzindo, porém, as ações cada vez mais coordenadas das quadrilhas não deixam nenhuma transportadora comemorar essa notícia.

No que diz respeito às avarias, as consequências podem ir além do financeiro. Ao receber um produto arranhado, amassado ou com qualquer tipo de problema decorrente do frete, a experiência do cliente é afetada. E isso se reflete, também, em quem o vendeu, no caso, o embarcador. Ou seja, não ter o cuidado e planejamento necessários na hora de despachar as cargas pode impactar o negócio em diversas frentes.

4. Falta de carga de retorno

Aqui, outro reflexo da falta de investimento em ferramentas que auxiliam na gestão de entregas. Um desafio bastante comum no setor de TCR é os caminhões que saem lotados, com um cronograma bem definido. Mas retornam vazios, o que significa que estão apenas gerando despesas, não lucro. Dá até para considerar que esse veículo está ocioso, visto que a sua capacidade está sendo subaproveitada.

Para solucionar isso, mais uma vez, a tecnologia tem sido a grande aliada dos gestores. O planejamento com o auxílio de roteirizadores de ponta, ajuda a aumentar a produtividade da frota, eliminando a ociosidade e utilizando-a de maneira estratégica.

Se os desafios citados neste texto também são comuns na sua transportadora, saiba que essa é a realidade de grande parte das empresas do setor. Entretanto, isso não significa que devam ser encarados como naturais! Mitigá-los é essencial para sobreviver a um mercado onde a logística se tornou, inclusive, fator decisivo na hora de adquirir algum produto.

Para conhecer melhor as tecnologias disponíveis para o transporte rodoviário de cargas, leia o artigo Logística 4.0: como a inovação vem transformando esse setor? e fique por dentro das principais!

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