Índice Custo de Comprar: aprenda tudo sobre esse indicador fundamental com a Nimbi

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A transformação digital chegou à área de compras. Agora, negócios de todos os portes têm acesso às métricas mais importantes para o setor. Uma delas é o Custo de Comprar, que mostra aqueles gastos que vão além do valor fechado com o fornecedor.

Não conhecer esse número pode fazer com que os profissionais sejam alocados em atividades que não compensam o custo médio do comprador. Isso faz com que saber qual o Custo de Comprar seja imprescindível para direcionar os esforços com assertividade.

Neste artigo, trouxemos a definição do Custo de Comprar e como encontrá-lo. Acompanhe e saiba os detalhes.

Custo de comprar: o que é esse índice?

Basicamente, o Custo de Comprar calcula quanto um profissional ou uma área custa do ponto de vista do resultado entregue. Basicamente, seu principal objetivo é saber se o valor gerado pelo profissional ou equipe é maior que o custo que ele traz para a empresa.

Esse estudo sempre deve ser feito com base no custo-benefício. Isso porque um profissional pode ser “caro”, custando alguns milhares de reais por linha, mas, em contrapartida, pode trazer ganhos significativos, desenvolvendo fornecedores e gerando economias de milhões em matéria-prima. Ou seja, nesse caso, o valor que ele gera é muito maior que o custo.

Quando analisado da forma correta, indica se a produtividade da equipe condiz com o que era esperado. Ainda, o resultado expresso serve para nortear discussões estratégicas, seja a necessidade de delegar compras a um parceiro, de terceirizar parte do trabalho ou de adotar novos formatos de compra, como um marketplace corporativo.

Qual a fórmula para encontrar o valor exato do custo de comprar?

A matemática é simples: quanto o colaborador custa dividido por quantas linhas foram pedidas. Porém existem alguns desafios para chegar perto do número real. O custo em si é o maior deles, visto que grande parte da sua composição é indireta (além do salário-base).

Também há aqueles componentes que podem incidir mensalmente, como o Vale Refeição ou o INSS, ou anualmente, a exemplo de bônus ou PLR. Ainda devem ser considerados aqueles com períodos não definidos, como aquisição de equipamentos para desempenho do trabalho, computadores e mobiliário.

Observação: o resultado é expresso na mesma unidade monetária que o custo é apurado. É importante que tanto custo quanto linhas estejam na mesma base temporal (dia/mês/ano).

Como saber se o custo encontrado é bom ou ruim?

Você já entendeu que um alto Custo de Comprar não necessariamente significa que o profissional é “caro”, certo? Por isso, esse índice depende diretamente do que está sendo tratado pelo comprador avaliado e quais políticas ele segue no seu dia a dia.

Isso porque o “bom custo” para matéria-prima ou itens de consumo direto é bem diferente do que seria para indiretos ou serviços. Assim, se o comprador trata a maioria das suas demandas de forma concorrencial, evitando custos adicionais (Cost Avoidance), o “bom” pode variar muito.

Para ficar mais claro, trouxemos dois cenários. Neles, consideramos a média dos valores que compõem o custo de um Comprador Jr/Pleno de materiais indiretos. Assim, chegamos ao custo médio mensal de R$ 8.119 e R$ 97.432 por ano.

Compras não concorrenciais

Essas são compras, geralmente, de baixo valor. Por isso, o que norteia a operação é o tempo de atendimento. Nesse cenário, o profissional operacionaliza, em média, 15 linhas de pedido por dia trabalhado, considerando 222 dias por ano. Assim, podemos presumir que ele realiza cerca de 3.330 linhas de pedido operacionalizadas anualmente.

Dessa forma, temos:

custo ÷ linhas emitidas = custo médio de comprar

97.432 ÷ 3.330 = R$ 29,26.

Como mencionamos acima, esse comprador tem foco no tempo e seus processos não são concorrenciais, além disso o Cost Avoidance gerado é baixo (2%). Logo, entende-se que qualquer linha de pedido inferior a R$ 1.462,94 sequer deveria ser tratada por esse profissional. Esse número foi descoberto aplicando os seguintes valores:

custo médio ÷ Cost Avoidance = ticket médio do pedido

29,26 ÷ 2% = R$ 1.462,94.

Evoluindo na análise, as requisições de categorias com esse perfil têm, comumente, 5 linhas. Então, é correto assumir que, em requisições de valores menores que R$ 7.314,71, o valor gerado pelo comprador é inferior ao seu custo.

Compras concorrenciais

Esse perfil não se restringe a compras de valor elevado, mas tem, por prática, exigir múltiplas cotações antes de fechar negócio. Com isso, a produtividade do profissional tende a ser menor, porém o Cost Avoidance é maior, em torno de 5%.

Aqui, vamos considerar um colaborador com o mesmo custo do anterior, com a diferença que emite, em média, 7 linhas de pedido por dia trabalhado. Ou seja, 1.554 linhas por ano, gerando o custo médio por linha de R$ 62,70.

Por outro lado, como o Cost Avoidance é maior, o valor mínimo de uma linha para igualar o custo é de R$ 1.253,95. Seguindo o mesmo raciocínio de média de linhas por requisição, o valor mínimo para que o trabalho do comprador compense o custo é de R$ 6.269,75.

Analisando os exemplos acima, o cenário do tipo não concorrencial sugere que qualquer requisição abaixo de R$ 7.300 “não se paga” passando pelo setor compras. Dessa forma, torna-se mais vantajoso para a empresa apostar em uma solução de marketplace, como o Nimbi Private. Junta-se a isso, também, o potencial de Saving. Já no concorrencial, apenas aquelas superiores a R$ 6.300 deveriam estar a cargo da área interna de compras.

Vale ressaltar que esses números não visam a direcionar os processos para serem sempre concorrenciais. Até porque, como a produtividade desse modelo é menor, a equipe interna de compras precisa ser aumentada, trazendo outros desafios.

Agora que você já sabe o que é o Custo de Comprar, coloque seus conhecimentos em prática! Para ajudá-lo, preparamos uma planilha gratuita para simular seus resultados. Faça o download aqui.

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