3 maneiras de obter mais saving com os leilões eletrônicos

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Ao longo dos últimos anos, o mercado brasileiro vem se aquecendo com a popularização de modalidades de compra já consagradas no exterior. As mais utilizadas atualmente são os leilões eletrônicos. Nessa prática, onde o preço é o principal requisito para fechar negócio, o saving é uma imensa probabilidade. Nas transações de materiais, por exemplo, a economia pode chegar à média de 17%, enquanto nos serviços, 23%. Contudo existem algumas estratégias que ajudam a economizar ainda mais.

Neste conteúdo, você verá quais atitudes tomar para garantir uma economia ainda mais expressiva com os leilões eletrônicos. Boa leitura!

Entenda a relação entre leilões eletrônicos e saving

A equipe de suprimentos de qualquer empresa tem diversos desafios, e o mais recorrente é a busca por otimização de custos. Por isso, antes de realizar uma compra, é comum realizar cotação com diversos fornecedores, equalizar e ter um esforço de negociação muito grande e, por vezes, pouco eficiente e pouco transparente.

Algo trabalhoso e demorado, principalmente para a aquisição de indiretos que, mesmo não fazendo parte do core business, exigem tempo e dedicação dos compradores. No entanto, é possível facilitar esse processo por meio dos leilões eletrônicos reversos. Inteligente e ágil, essa atitude imprime transparência, celeridade, equidade de condições a todos os proponentes, e ainda aumenta muito a probabilidade de altas economias (frente à metodologias tradicionais de negociação).

Enquanto o leilão tradicional vende o bem pelo maior preço possível, o reverso é organizado por quem deseja comprar algo. Dessa maneira, sai na frente o fornecedor com o menor custo total. Isso significa que não necessariamente aquele que apresentou o melhor preço vence a concorrência. Qualidade e prazo também pesam na tomada de decisão e o custo-benefício do investimento é a pauta principal da atividade.

3 formas de conseguir ainda mais economia com os leilões eletrônicos

Como você viu, os leilões reversos têm foco na economia. Por isso, são bastante indicados para a compra de indiretos, onde os critérios técnicos são mais simples que os de insumos estratégicos e matérias-primas. Mas vale lembrar que cada certame é único e é impossível determinar quanto será economizado. Entretanto, a adoção de algumas práticas maximiza os resultados. Veja abaixo quais são.

1. Experimente transicionar entre as modalidades

Os impactos dos leilões eletrônicos são tão diretos que mesmo em apenas uma rodada é possível atingir ótimos resultados. Ao organizar um, deve-se deixar claro aos participantes qual a modalidade será utilizada:

  • leilão holandês: é definido o preço que se deseja pagar pelo produto e o primeiro fornecedor que aceitar fica com o contrato. Caso nenhum manifeste interesse, é feita uma nova rodada, dessa vez com um incremento no preço. Para isso, devem ser definidos o valor inicial e do acréscimo, o número máximo de rodadas e o tempo de duração de cada uma.
  • leilão inglês: nessa versão, a dinâmica é simples: quem der o menor lance é o vencedor. O detalhe é que seu processo é um pouco mais demorado. Aqui, os fornecedores têm um prazo para realizar as propostas entre as rodadas. O desempenho pode ser acompanhado em um ranking que mostra quem está na frente e o valor da oferta.
  • leilão japonês: nele, todos os  interessados em vender ficam em uma sala virtual e um preço é sugerido pelo comprador. Quem aceitar a proposta permanece na sala. Uma nova rodada de preço é sugerida com um preço ainda menor até que reste apenas um candidato. Ganha aquele que ficar até o final e puder vender pelo preço mais baixo, dado critérios preestabelecidos.

Acontece que essas modalidades não são fixas e as rodadas podem alternar entre elas. E os dados mostram que diversificar traz uma grande vantagem em fazer isso. Em casos reais onde houve essa fluidez entre modelos, o saving médio obtido alcançou 13,8%. Isso representa um aumento de 75% em comparação aos momentos em que apenas um deles foi utilizado.

2. Tenha mais de dois participantes

Antes das tecnologias de e-procurement serem tão populares, a organização de um leilão ainda passava por uma série de etapas que tomavam bastante tempo dos compradores. Elaborar os convites, conseguir horários para que todos pudessem estar presentes, contratar um leiloeiro… isso apenas para citar algumas. Não à toa, muitos prezavam por manter um número restrito de participantes.

Mas agora os leilões se modernizaram e é possível organizá-los com facilidade por meio das ferramentas certas. Uma das conveniências dos leilões eletrônicos é que eles permitem conectar profissionais de todos os lugares. Tudo acontece em uma plataforma on-line, onde os fornecedores acessam uma sala virtual e lá ofertam seus lances. O comprador faz a mediação desses lances por meio de um painel virtual que é atualizado em tempo real. Além de garantir um saving alto, eles também são ótimos para fortalecer a transparência nos relacionamentos comerciais.

Tal facilidade contribui para que mais fornecedores sejam convidados. Com base em casos reais, é possível observar que, quando o número de participantes se restringe a dois, os resultados são limitados. Porém isso muda quando outros são convidados, uma vez que o cenário se torna mais “agressivo”.

Relação entre o número de participantes e saving obtido
Legenda: Relação entre o número de participantes e saving obtido (%).

3. Cogite terceirizar a organização

Hoje, realizar leilões eletrônicos já não é exclusividade dos grandes players. Tanto tecnologias de e-procurement quanto soluções outsourcing já estão ao alcance de negócios de todos os portes e segmentos. E mesmo aqueles que já tenham o suporte de alguma plataforma podem contar com a terceirização desse serviço de compras. Assim, uma empresa contratada fica responsável pela pré-qualificação e organização do leilão reverso, bem como pela apresentação dos resultados de forma clara. Desse modo, a equipe interna pode focar em questões mais estratégicas e deixar as operacionais a cargo de um parceiro.

Com o know-how de quem está acostumado com essa prática, pode-se obter expertise e transparência em todos os trâmites, além de um compromisso sério com o compliance. A consequência é um saving satisfatório e negócios cada vez mais eficientes.

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