5 mitos sobre procurement que podem atrapalhar sua gestão de compras

procurement gestão de compras

Não dá para negar que a gestão de compras mudou muito de uns anos para cá. Plataformas em nuvem, métricas, planejamentos e novas formas de se relacionar com fornecedores chegaram para profissionalizar o setor. Porém, tantas mudanças ainda trazem dúvidas para os gestores de procurement. E, junto a elas, alguns mitos.

Neste artigo, elencamos os 5 mais comuns. Continue a leitura e veja quais são. Ao conhecê-los, você poderá otimizar sua gestão de compras e torná-la ainda mais eficiente ― e rentável!

Os 5 principais mitos sobre procurement

1. A tecnologia é exclusividade dos grandes players

Esse, talvez, seja o maior mito que envolve o procurement. Mas precisamos admitir que ele é justificável, uma vez que, até pouco tempo, aderir à tecnologia envolvia investimentos consideráveis, como a compra de softwares. Entretanto, soluções em nuvem têm mudado esse cenário. As mais robustas conseguem proporcionar um ganho de até 30% na produtividade e uma redução de até 40% no ciclo de aquisição.

Hoje, empresas de todos os portes podem contar com tecnologias de e-procurement. Já existem ferramentas que englobam todas as tarefas essenciais para a área de compras por meio de módulos. Elas, inclusive, podem ser integradas aos sistemas internos que sua equipe já utiliza, como o ERP (“Enterprise Resource Planning”, ou Sistema de Gestão Integrado, em português). Essas soluções em nuvem, que operam via modelo SaaS (Software as a Service), conseguem maior flexibilidade nos custos e pagamentos, facilitando também a implantação.

2. Preço mais baixo é igual a custos menores

Mesmo os compradores mais experientes ainda podem se deixar levar pela relação, nem sempre verdadeira, entre preço e qualidade. Nem sempre o mais caro é melhor, assim como um valor mais baixo não necessariamente implica em um nível de serviço pior. Até porque são muitos os quesitos que devem ser considerados pela gestão de compras.

Dentro do conceito de strategic sourcing, por exemplo, fatores como cost avoidance e histórico dos fornecedores ganham peso na análise. A ideia central é extrair o máximo do custo-benefício das aquisições e, para isso, leva em conta todos os impactos que ela pode ter na empresa. A aquisição de um produto de valor unitário mais baixo, mas que acarreta mais horas de trabalho ou exige algum processo extra na produção, não deve ser encarada como vantajosa, mesmo que tenha havido saving na hora de fechar negócio.

3. Compliance “esfria” a relação entre fornecedores e clientes

Trabalhar muitos anos junto ao mesmo parceiro tem uma série de vantagens. Para muitos compradores, isso permite, até mesmo, que se inicie uma relação amistosa que, aparentemente, traz benefícios para as negociações. Porém, esse é mais um grande mito. Isso porque a boa relação pode se tornar dependência, o que deixará a empresa à mercê das condições de um único vendedor. Além de restringir o desenvolvimento de novas oportunidades de negócio.

Com o fomento do compliance em compras, o relacionamento entre clientes e fornecedores ganhou diretrizes. Agora, ignorar as questões contidas no documento pode prejudicar a imagem da empresa diante de outros players do mercado. Rumores de favorecimento ou de fraude podem pôr em xeque a credibilidade conquistada junto aos demais parceiros.

4. A estratégia de uma categoria se aplica às demais

Esse é um mito comum, mas que prejudica seriamente o desempenho da área de compras. Aquisições técnicas com mais tempo de negociação são completamente diferentes daquelas de materiais de limpeza e escritório, por exemplo. Portanto, a experiência adquirida em uma categoria não necessariamente será benéfica em outra.

Muitos já se deram conta disso e têm delegado algumas tarefas para empresas parceiras por meio da terceirização de compras. Dessa forma, atividades táticas, que não agregam valor estratégico ao negócio, são consolidadas e otimizadas por um especialista nesses serviços. Enquanto isso, o setor de compras interno ganha tempo para se dedicar às aquisições mais importantes, como as de matérias-primas.

5. Homologação e gestão de fornecedores são atividades secundárias

Como anda a sua base de cadastros? Atualizada, sem duplicidades e com todos os contratos sendo acompanhados de perto? Se a resposta for não, é bom começar a pensar em mudar esse cenário. Isso porque essas tarefas de background garantem a assertividade das negociações, além de agilizar o trabalho dos compradores no momento em que eles mais precisam.

Porém, não dá para ignorar o fato de que essas tarefas são morosas e demandam um tempo considerável dos profissionais. Até porque a homologação de fornecedores envolve um estudo aprofundado, com definição de critérios para qualificação e uma política de gestão de riscos. Não à toa, tem crescido a adesão às plataformas de compras B2B. Algumas das mais completas do mercado geram recorrência dos vencimentos de cadastros e documentos, tirando essa dependência de controle manual. Além disso, oferecem integrações com órgãos públicos ou consultas dos documentos necessários para cada tipo de parceiro.

Agora que você já conhece os principais mitos quando o assunto é procurement, faça uma revisão da sua gestão de compras. Certamente, o fluxo e os resultados serão surpreendentes se esses paradigmas forem quebrados. Para se manter por dentro do universo das compras B2B, continue acompanhando nosso blog.

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